Pólipos endometriais: eles podem virar câncer? Entenda como é feita a retirada (Histeroscopia)
O que é um pólipo endometrial (pólipo no útero)?
O útero é revestido internamente por uma camada de tecido chamada endométrio (que é a parte que descama e sangra durante a menstruação). Às vezes, as células desse tecido se multiplicam de forma exagerada e localizada, formando pequenas "verruguinhas" ou projeções de "carne esponjosa" presas à parede do útero. Essa formação é o que chamamos de pólipo endometrial.
Eles podem ser únicos ou múltiplos e variam de tamanho, desde alguns milímetros (como um grão de arroz) até o tamanho de uma bola de golfe.
Quais são os sintomas de pólipos no útero?
Muitas mulheres têm pólipos endometriais e são completamente assintomáticas, descobrindo o problema apenas em um ultrassom transvaginal de rotina. Porém, quando os sintomas aparecem, o mais comum é a alteração no padrão de sangramento. Fique atenta a:
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Sangramento uterino anormal: Menstruações muito intensas ou prolongadas.
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Sangramento de escape (Spotting): Aquele pequeno sangramento ou borra de café que acontece fora do período menstrual.
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Sangramento após a menopausa: Qualquer sangramento vaginal em mulheres que já estão na menopausa deve ser investigado imediatamente.
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Dificuldade para engravidar: Pólipos podem funcionar como uma espécie de "DIU natural", inflamando a cavidade uterina e dificultando a fixação do embrião.
Afinal, pólipo endometrial pode virar câncer?
Essa é a principal dúvida nos consultórios de ginecologia. Para o alívio das pacientes, mais de 95% dos pólipos endometriais são totalmente benignos.
No entanto, existe, sim, um pequeno risco de malignidade (ou seja, de o pólipo conter células cancerígenas ou pré-cancerígenas). Esse risco de o pólipo "virar câncer" aumenta significativamente em duas situações:
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Mulheres na menopausa: A presença de pólipos após a menopausa, especialmente se acompanhada de sangramento vaginal, exige investigação imediata.
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Tamanho e crescimento: Pólipos que crescem muito rápido ou que têm tamanhos maiores também demandam mais atenção.
Por causa desse pequeno, mas existente, risco de câncer de endométrio, a conduta mais segura em muitos casos — principalmente em pacientes sintomáticas ou na pós-menopausa — é a remoção do pólipo para que ele seja analisado em laboratório (biópsia).
Como é feita a retirada do pólipo endometrial? (A Histeroscopia)
Se o seu médico indicou a retirada do pólipo, não há motivo para pânico. A cirurgia para retirada de pólipo uterino é um dos procedimentos mais seguros e tranquilos da ginecologia moderna, realizada através de uma técnica chamada Histeroscopia Cirúrgica.
O que é a Histeroscopia?
A histeroscopia é uma técnica minimamente invasiva onde não há cortes na barriga. O médico insere um aparelho muito fino (histeroscópio), equipado com uma microcâmera e uma luz na ponta, diretamente pelo canal vaginal e colo do útero, até chegar à cavidade uterina.
Com as imagens transmitidas para um monitor em alta definição, o cirurgião consegue visualizar o pólipo com perfeição. Utilizando instrumentos minúsculos que passam por dentro do aparelho, ele "corta" e retira o pólipo pela própria vagina. O material retirado é então enviado para a biópsia para garantir que é 100% benigno.
Como é a recuperação e o pós-operatório?
Por ser um procedimento sem incisões abdominais, a recuperação da histeroscopia é excelente:
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Alta no mesmo dia: O procedimento costuma ser rápido (dura de 30 a 60 minutos) e a paciente vai para casa no mesmo dia.
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Pouca ou nenhuma dor: É comum sentir uma leve cólica nas primeiras 24 horas, facilmente controlada com analgésicos simples. Um leve sangramento vaginal também é esperado por alguns dias.
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Retorno rápido à rotina: Na maioria dos casos, a paciente pode voltar ao trabalho e às suas atividades normais em 1 ou 2 dias. Atividades físicas mais intensas e relações sexuais geralmente são liberadas após 7 a 14 dias, conforme orientação médica.
Diagnóstico precoce é tranquilidade! Ter um pólipo endometrial é uma condição muito comum e de fácil tratamento. O mais importante é manter seus exames preventivos em dia e não ignorar sangramentos anormais, seja na idade reprodutiva ou na menopausa. Se você recebeu esse diagnóstico ou apresenta sintomas, agende sua consulta em nossa clínica. Contamos com especialistas em histeroscopia e cirurgia minimamente invasiva para oferecer um cuidado seguro, acolhedor e com rápida recuperação.
Escrito por
Dra. Alice Gadotti Yasuda
Ginecologista e Obstetra
CRM/SP 169.017 - RQE 80.608
Médica Ginecologista e Obstetra, com Complementação Especializada na área de Uroginecologia, especialização pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Graduada em Medicina Humana pela Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP). Atua como...
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